Porque sou um DeMolay?

•janeiro 28, 2010 • 5 Comentários

Hoje recebi um e-mail com o seguinte assunto: A Ordem DeMolay e a Maçonaria não deveriam existir. Confesso que na hora assustei, e quase deletei o e-mail sem ler, mas quis ler todo o corpo do texto para ter noção do que estaria recebendo de um próprio DeMolay afinal. Ao longo do e-mail um garoto indicado era indagado sobre porque estava sendo indicado e poderia iniciar na Ordem. Quando ele disse o seguinte: “- Ok, vocês me explicaram que a Ordem DeMolay prega o respeito a Pai e Mãe, quer que sejamos cidadãos patriotas, tolera e respeita todas as religiões e etc, mas eu não preciso ser DeMolay para fazer isso, pois isso é que meus pais têm me ensinado desde pequeno. Então, por que eu precisaria ser iniciado na Ordem para continuar fazendo o que eu já faço?”

E não é que o garoto pode ter razão? Mas um tio responde: “- Na verdade as pessoas não deveriam precisar ser lembradas a todo momento que elas devem ter respeito pelo seu país, sua família ou ao próximo. Aliás deveria ser a coisa mais normal do mundo nós nos reunirmos para arrecadar fundos para ajudar um orfanato. Aliás, mas aliás mesmo, se o mundo fosse diferente, nem deveriam existir orfanatos, pois não deveriam existir crianças abandonadas pelos pais. Nós deveríamos sair à rua e não deveria ser normal querermos brigar com o motorista de outro carro por causa de uma vaga para estacionar. Ninguém deveria desconfiar da honestidade de outra pessoa, porque a desonestidade não deveria existir. Eu não deveria colocar portões na minha casa e me fechar dentro de uma gaiola para evitar ser  assaltado, porque a violência não deveria existir. Ninguém deveria temer sair de casa com a camisa do seu time de futebol preferido, com medo de ser espancado até a morte por uma meia dúzia de imbecis que usam uma camisa de outro time. Mas, infelizmente, este mundo que acabei de comentar não existe e somos expostos diariamente a tantas influências negativas que temos de procurar uma forma de nos unirmos a pessoas que ainda cultuam algum tipo de preceitos e valores morais e que pensem como nós. E para isso que existe a Maçonaria e a Ordem DeMolay, por exemplo.

Lá somos lembrados a continuar usando tudo de bom que aprendemos com nossos pais e nos são “relembrados” alguns outros valores que acabamos esquecendo com a correria da vida. No dia que o ser humano aprender a respeitar ao próximo eu proponho o fim da
Maçonaria e de todas as Ordens semelhantes. Enquanto isso seria um prazer ter você conosco.”

E quando li isso eu fiquei pensando na minha história. Sou filho de protestantes da Congregação Cristã no Brasil, igreja essa que é a maior, senão uma das mais rígidas doutrinas para se seguir, a ponto de homens não poderem usar bermudas, camisetas cavadas, homens não poderem usar barba e cabelo compridos, e mulher jamais sair de casa com qualquer tipo de calça.

Afinal, onde quero chegar com tudo isso? Bom, no meu colegial meu melhor amigo na época, o Fabrício Taveira era um DeMolay e vez ou outra ele comentava sobre os projetos DeMolays que estavam fazendo e tudo aquilo que tantos capítulos fazem, em especial o Capítulo Fraternidade Paulista 112 de Barretos, que sem demagogia hoje tem 5 representantes no Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil. E lembro como se fosse hoje vários sábados que chamava ele para sair para qualquer lugar e ele nunca podia, pois tinha que estar presente nas reuniões capitulares, e percebi que a partir disso comecei a ficar triste por não poder participar de algo que eu admirava tanto. Quando foi realizado o Congresso DeMolay aqui em Barretos três anos atrás no Berrantão, fiquei em casa chorando por não poder participar de tudo aquilo. Dois anos depois, fui indicado com a maior dificuldade do mundo, porque meus pais não aceitavam de maneira nenhuma, mas apesar de toda a dificuldade e muita ajuda do meu padrinho Cléber de Moura Delalibera iniciei com o meu pai me deixando na porta do Capítulo no dia da iniciação com a seguinte frase: “- Preferia ver você em um caixão, do que entrando aí dentro”, quase dei um passo atrás e voltei para casa, mas pensei muito e não queria deixar meu sonho pra trás. Iniciei e ali senti uma das maiores emoções da minha vida, e já fiz para ajudar a ordem e a sociedade tudo o que pude, e até o que não pude. E hoje tenho o maior orgulho de dizer: Eu sou um DeMolay.

Salve Jacques DeMolay. Salve Frank Shermann Land. Salve Alberto Mansur.

Às mulheres que esperam.

•janeiro 17, 2010 • Deixe um comentário

Às mulheres que esperam.

Ela está debruçada na janela do aeroporto e nenhum dos aviões que toca o solo é aquele que espera. As portas se abrem, os passageiros descem e vão atrás de suas malas. E, no portão onde abraços se fecham e sorrisos se abrem, Miss I’m Waiting For You Forever é só olhos compridos para as portas que nada revelam.

No restaurante, ela pediu mesa pra dois e o garçom mais uma vez pergunta se ela deseja fazer o seu pedido. E a mesa é pra dois, uma cadeira apenas está ocupada e o apetite é nenhum. Mais um drinque colorido, por favor, ou um daqueles transparentes com uma azeitona dentro. Qualquer coisa que dure quinze minutos. É o que ela pede, então, quando o garçom mais uma vez pergunta. E a bebida dura não quinze, mas dez minutos, e, por isso, ela pede mais uma.

Miss I’m Waiting For You Forever sabe que ela é dele e ele um dia há de ser dela. E o primeiro beijo, depois de um longo intervalo sem que seus lábios tenham se encontrado, será em alguma lanchonete de mesa de fórmica riscada e assentos acolchoados vermelhos. Talvez inesperadamente no cinema, talvez durante um passeio de mãos dadas no parque, o sol de fim de tarde, o vento frio de inverno, cachecóis que se confundem e pálpebras cerradas.

I saw you in a dream last night diz para si mesma Miss I’m Waiting For You Forever, mas não havia parque, sol, tarde, inverno, cachecóis e nem mesmo lábios e olhos. Havia um cara que partia e do qual ela só via as costas. Havia nevoeiro e dissolução, como se fosse Londres ou lugar algum. Havia um sentimento sólido que prendia seus pés, um sentimento, uma cola que a impedia de correr e se agarrar naquelas pernas que partiam. Don’t go, don’t go, my love, se depois você ainda terá que voltar, não há por que ir. Poupe-nos da mútua ausência.

Distância é algo que às vezes mede 14 mil quilômetros. Distância é algo que às vezes mede meio metro. Distância é o nome que se dá a algo que afasta e também a algo que não é capaz de afastar duas pessoas que se sentem juntas e, por isso, não é distância. Essa garota não consegue distingüir entre as duas. De fato, como separá-las se entre apartar e apertar há apenas uma letra de diferença?

Às vezes, pouco depois da chuva, faz sol. E, com isso, o inevitável arco-íris. E é incrível como esse fenômeno, ainda que previsível sempre seja uma surpresa. Sempre tem alguém que estende o indicador:

- Olha, o arco-íris!

Tem algo dentro dela, algo que está constantemente pronto a estender o indicador, mas nem ela sabe.

Eu, às vezes, encontro Miss I’m Waiting e isso sempre me parte o coração. Pois a pior dor é a dor da hora. E quando dói a dor da hora parece que nunca mais ela vai passar. A cabeça diz, vai passar. Mas o peito só sabe que ela é infinita e, por mais que outras dores já tenham ido embora em outras ocasiões, ele, o peito, jamais aprenderá. E é isso o que sente esta menina. Ela é aquela que se contrai segundo a segundo na quase angústia e na quase alegria da fé no outro.

E Miss I’m Waiting For You parte-me assim o coração porque não é a mim que ela deseja. Por mais que, na verdade, eu mesmo não a queira. Porém, o fato é que eu não sou a alegria tão aguardada. E é difícil para um ser humano não cair no delito, ainda que ocasionalmente, de querer ser o alvo de tamanha devoção.

Ela é isso. Uma devota. Quem sabe não do objeto da sua espera. Da espera em si possivelmente. Ela garante que esperaria cem anos. Um século no parapeito do aeroporto, um século na porta da rodoviária, um século de bar até que a porta se feche e as cadeiras se virem sozinhas de pernas para o ar, um século a ver encontros e desencontros, um século de vidas que se fazem e se desfazem. Um século de água a correr em um riacho é muita água, Miss I’m Waiting, e nesse tempo até os peixes aprendem a amar.

Mas ela está lá. A olhar a caixa de entrada de seu e-mail e nada. O correio e nada. As nuvens, nada. A procurar por um bilhete esquecido no bolso de um velho casaco, testemunha de um tempo mais feliz. A gastar fotos com os olhos. A vasculhar páginas em seu computador em busca de pistas.

A mensagem secreta na música que ele um dia mandou para ela é verdadeiramente uma mensagem secreta da qual só ela sabe o código. E cujos significados intrincados ele mesmo jamais imaginou. Às vezes, uma canção é só uma canção, Miss Waiting.

Mesmo agora, deitado em minha cama, não posso deixar de imaginar essa garota. Enquanto sinto o sono se aproximar, ela está ao lado do telefone e finge ver um programa barato na tevê. O telefone toca. É engano. E de nada adiantaria. Se eu ligasse para ela, também seria o maior dos equívocos.

Queria que ela montasse uma banda, que ela comprasse bilhetes para o próximo jogo, que comprasse tênis para correr de madrugada, que gritasse no terraço do seu prédio, que conversasse com uma criança, que lesse um livro até a metade e depois o jogasse fora, que escrevesse bilhetes para o vizinho debaixo, que cultivasse flores, que aprendesse um idioma, que tecesse longos bordados. A vida é cheia de coisas pequenas para se fazer. E nunca se sabe o que, destas tão pequeninas coisas, serviria para preencher o seu mundo por completo. De uma maneira que aguardar tanto assim, então, seria desnecessário, inútil, uma perda de tempo. Mas que bobagem, ela já é cheia de afazeres. Eu é que devia me ocupar menos de pensar nela. No fim, as coisas mudam, no fim, o jogo vira, no fim, o fim é outro com o qual ninguém contava.

Pois um dia Miss Waiting For You Forever verá que ao seu lado, bem perto, havia alguém que sempre esteve a contar com seus olhos, seus lábios e seu sorriso.

Mas isso só vai acontecer quando ela, e todo mundo, menos esperar.

Às vezes, a vida tem seu arco-íris.

(Alessandro Martins)

Amor – Sentimento estranho

•dezembro 9, 2009 • 3 Comentários

O amor é um sentimento no mínimo estranho, mas antes da explanação – quero que me acompanhe e concorde comigo.

Você já sofreu por amor? Alguém já te fez chorar por um ato que não fosse no mínimo ridículo pra você, mas pra maioria fosse algo normal? É estranho colocarmos a cabeça no travesseiro, e perguntar porque aquela pessoa que tanto sofremos por ela, não te dá a mínima atenção, e pensar que aquela pessoa ainda ama outra, e essa outra também não corresponde exatamente como ela. Seria isso um castigo? Mas porque tudo isso?

Não seria tão mais fácil, quando você ‘curtisse’ alguém, te olhar e dizer que a partir daquele momento vai lutar para que o amor dessa pessoa fosse seu?

Eu me sinto estranho sempre que penso amar alguém, porque sempre me sinto como um lixo! E outra… Porque as pessoas nos dias de hoje só querem curtição? Você vai lá, curte, beija, enfim… E quando você propõe a maturidade, a confiança, a segurança – a pessoa cai fora, como se tivesse visto uma assombração. Fico triste em escrever isso tudo sabia? Mas é que eu não quero mais amar, e nem me apaixonar, porque sofro como um bebê sem o peito de sua mãe.

Um abraço fraternal!

•novembro 5, 2009 • Comentários desativados

abraçoO valor da amizade não está nos presentes, nos convites para sair pra ir pra alguma festa, nem em falar toda hora: você é meu amigo… O poder e o valor da amizade está quando você sem motivo nenhum, fala pra um amigo: eu te amo, e você é muito importante pra mim!

O sentimento chamado amizade é algo que você jamais vai esquecer por todo o resto da vida… um amor se esquece quando você rompe, pelo menos um mês pra frente após o fim! Uma amizade é praticamente impossível esquecê-la… Pode ser daqui um minuto, uma hora, um dia, uma semana, um mês, um ano ou uma década, se você perceber a presença de um amigo, vai lembrar de todos os momentos, atos ou alegrias que passaram juntos, mesmo que isso seja até a mais de uma década…

Cada amigo tem uma maneira de dar carinho, de dar conselhos, de dar lições que ficarão pra sempre em sua memória. Lembre-se sempre que atos são mais importantes que palavras. Posso falar qualquer coisa pra qualquer pessoa, e isso ser falso… geralmente atos não são falsos, pois você não faria algo significativo pra uma pessoa que você não ame. Mostre que você ama um amigo, dando-lhe um abraço, o abraço é um afeto verdadeiro! Qualquer pessoa que recebe um abraço, percebe se esse é realmente verdadeiro ou sem sentimento. Abaixo um texto de Alberto Cufone sobre a importância do abraço, vale a pena ler. E só pra deixar claro mais uma vez… sem meus amigos eu não seria nada!

A Importância de um Abraço

Um simples abraço pode fazer diferença na vida de um ser humano.O toque humano é muito importante. Percebemos que em algumas igrejas ou sociedades as pessoas tem o hábito de se abraçarem, mas às vezes, não há uma plena consciência disto. Fica uma coisa muito mecânica . Abraçar significa dar vazão aos sentimentos de compaixão, amor,alegria, tristeza, afeição.

Também está relacionado a cura, apoio pessoal.Li a história verídica de uma moça chinesa que durante toda a sua vida nunca pode sentir o toque de um ser humano, nem dos seus pais nem de ninguém Quando esteve internada num hospital com uma série de traumas, ela sentiu debaixo do lençol algo esbarrando na sua perna, olhou e notou que era uma mosca que raspava suas patinhas em sua perna. Esta foi a primeira vez que uma criatura a tocou e ela ficou tão emocionada que guardou a mosca numa caixinha e fez dela sua mascote. Um dia ela piorou ,ficou inconsciente e alguém acabou matando a sua mascotinha e quando ela descobriu, chorou durante dias (do livro “As Boas Mulheres da China”). Existem tantos problemas gravíssimos no mundo que muitas vezes egocentricamente não percebemos nada. Abrace sempre alguém diariamente .

Seus filhos, seus pais, ou seus amigos , conhecidos, vizinhos, colegas.Tem sempre alguém necessitando um abraço. Um abraço irradia energia, calor e amor.Um abraço transmite um sentimento que muitas palavras não conseguem expressar. Não perca a oportunidade de demonstrar seu afeto, amizade, gratidão. A ciência diz que o toque é muito importante . Os profissionais da enfermagem e fisioterapia que o digam. Também é ferramenta poderosa para a cura ( ….e porão as mãos sobre os enfermos e os curarão) Muitas experiências mostraram que o toque humano pode desencadear alterações fisológicas que podem ser medidas naquele que toca e em quem é tocado.

Entre outras coisas alivia a dor, pode estimular a vontade de viver dos pacientes, tem um efeito extraordinário em bebês que nasceram prematuros e também no desenvolvimento da linguagem e inteligência das crianças. Então vamos lá, após ler este texto, abrace umas 6 pessoas pelo menos. Aquele abraço fraternal !

Alberto C Cufone

Irmãos, porquê tê-los ?

•outubro 13, 2009 • 1 Comentário

Desde quando era criança, eu sempre fui muito só… ficava imaginando como seria ter um irmão. Sempre que converso com os meus amigos, a maioria deles estão longe de seus irmãos, brigados ou algo do tipo.. e sabe de uma coisa? Eu fico extremamente triste por isso, porque eu juro que MORRO de inveja de quem tem irmãos, irmãs, enfim…

Imagina você ter a quem puxar… ter com quem brigar, contar suas histórias, dialogar como foi o seu final de semana longe deles, ou então discutir tudo o que fizeram no final de semana juntos.

Fico triste de pensar que a cada dia, muitas vezes não posso discutir essas coisas com quem não é de meu sangue… Alguns dias dando umas voltas no orkut, vi o quanto alguns irmãos se amam, é impressionante. Sabe aqueles irmãos que mesmo de sexo oposto, estão sempre prontos a ajudar uns aos outros? Que estão prontos pra dar conselhos, e aceitar junto contigo uma decisão que possa mudar a sua vida? Esse é o verdadeiro irmão, e esse é o irmão ou irmã que eu gostaria de ter.

Fico muitas vezes triste por ver irmãos se divertirem, abraçarem, cumprimentarem por algum feito na família…. Quantas vezes já estive sozinho em casa pensando nas coisas ruins que acontece em minha vida, e olhar para os quartos do lado, e não ter nenhum irmão pra abraçar, falar, dar conselho…  e é nessas horas que corremos para os braços de nossos tão amados amigos.